Um acordar sombrio,
não escuro,
graças às luzes de horas antes.
Um remar contra o rio,
não duro,
mas de frios dilacerantes.
Dois dias de cristal,
envelhecem-me,
como uma eternidade.
O explosivo animal,
contrai-me,
esmagando-me a felicidade.
E por esta longevidade...
Paro para respirar....
Sinto a vida refrescar...
Sinto o mar na cidade...
Por ora, vou dormir...
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Caro amigo - Translated
A pedido de RS, seja para que experimento for! :)
Observa...
Por favor, não temas a minha tinta,
pois é inofensiva...
Comparada com meus pensamentos,
obviamente...
A loucura entranhou-se,
e o medo, tornou-se...
Sei, porque o sinto...
E sorrio, por amar
toda a escuridão embutida
na vibração de cada som...
Reviro os meus olhos,
em busca da escuridão do meu cérebro.
Abuso das drogas,
para melhor sentir as lágrimas que não contenho...
Tremo e estremeço,
perante a morte das minhas paixões...
A minha mente é um templo,
de obcessões esquecidas...
E vejo-te,
tentando alcançar...
Preocupo-me,
porque te vi alcançar...
E esqueci-me,
de a mim mesmo me afastar...
E agora sou-o...
E adoro sê-lo, porque interiormente sou livre, de uma forma chocante!
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Dear friend
Observe...
Please, fear not my ink,
for it is harmless...
Compared to what I think,
obviously...
Madness is within,
and fear has become...
I know, because I feel...
I smile, by loving
all the darkness embedded
in the vibration of every sound...
I roll my eyes,
reaching for the darkness in my brain.
I abuse the drugs,
to better feel the tears I can't contain...
I shake and tremble,
before the death within my passions...
My head is temple,
of forgotten obsessions...
I see you,
trying to reach...
I was worried,
because I saw you reach...
And I forgot,
that I had to keep myself away from it...
And now I am...
And I love it, because within I am free, in a shocking way!
Please, fear not my ink,
for it is harmless...
Compared to what I think,
obviously...
Madness is within,
and fear has become...
I know, because I feel...
I smile, by loving
all the darkness embedded
in the vibration of every sound...
I roll my eyes,
reaching for the darkness in my brain.
I abuse the drugs,
to better feel the tears I can't contain...
I shake and tremble,
before the death within my passions...
My head is temple,
of forgotten obsessions...
I see you,
trying to reach...
I was worried,
because I saw you reach...
And I forgot,
that I had to keep myself away from it...
And now I am...
And I love it, because within I am free, in a shocking way!
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Paz

Acorda...
Acorda...
O dia lá fora,
morreu...
A jovial vida,
adormeceu...
Acorda pois neste momento,
todo este mundo é teu...
Despe-te...
Veste-te...
Rápido enquanto,
o silêncio...
Vai respirar o,(...)
o ar frio...
Perdeste demasiado tempo,
deitaste energia no vazio...
Senta-te...
Observa...
Nessa areia,
gelada...
Essa água,
inacabada...
Acaba-a e completa-a tu,
numa entrega descuidada...
Rema...
Mergulha...
Entre loucuras,
um amor...
Nas frias entranhas,
de Adamastor...
Pois és uno com esse mar,
de energia condutor...
Regressa...
Regressa...
Em ti pleno de,
vida...
No mundo todo vendo,
uma saida...
Um escape para tua genialidade,
um amor pela ausência perdida...
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Luta
domingo, janeiro 15, 2006
Aterrorizo-me
Gelo de medo,
reajo em instinto.
Vejo-te perdido,
em sonhos de vinho tinto...
Mentes que já tocaram,
ritmos iguais...
Mentes que se entenderam,
mais que as demais...
E de tão bem te entender,
temo tua demência...
Não só por assim te ver,
mas por recear um dia saber,
que essa insanidade é minha pertença...
Entendo porque tens de mim esse medo,
também eu temeria alguém como eu.
Alguém que conhecesse meu mundo,
capaz de destruir erros desse sonho meu.
Alguém que como o demo,
tivesse poder de presuasão...
Me convencesse que o que amo,
por vezes merece a electrocussão...
Que as pessoas não são pessoas,
são animais e monstros que tais.
Que o bem não é o bem
e o mal já o não é mais.
Que nem Deus existe,
e que mesmo que existisse,
Deus não perdoaria.
Que se Deus não perdoa,
muito menos tu o poderás,
ou sequer ousarás.
Que a raiva, o ódio,
são a eterna força humana.
Que o amor e a paz,
alimentam apenas a amizade profana.
Porque é nesta amizade que tenho por ti,
que demolimos todas as regras.
É nas irmandades entre gente humana,
que se geram desigualdades.
Daria a vida por ti,
a mente por ti,
a alma por ti,
tudo por ti,
para te ver como antes.
Louco, não demente.
Feliz, não incoerente.
Real.
reajo em instinto.
Vejo-te perdido,
em sonhos de vinho tinto...
Mentes que já tocaram,
ritmos iguais...
Mentes que se entenderam,
mais que as demais...
E de tão bem te entender,
temo tua demência...
Não só por assim te ver,
mas por recear um dia saber,
que essa insanidade é minha pertença...
Entendo porque tens de mim esse medo,
também eu temeria alguém como eu.
Alguém que conhecesse meu mundo,
capaz de destruir erros desse sonho meu.
Alguém que como o demo,
tivesse poder de presuasão...
Me convencesse que o que amo,
por vezes merece a electrocussão...
Que as pessoas não são pessoas,
são animais e monstros que tais.
Que o bem não é o bem
e o mal já o não é mais.
Que nem Deus existe,
e que mesmo que existisse,
Deus não perdoaria.
Que se Deus não perdoa,
muito menos tu o poderás,
ou sequer ousarás.
Que a raiva, o ódio,
são a eterna força humana.
Que o amor e a paz,
alimentam apenas a amizade profana.
Porque é nesta amizade que tenho por ti,
que demolimos todas as regras.
É nas irmandades entre gente humana,
que se geram desigualdades.
Daria a vida por ti,
a mente por ti,
a alma por ti,
tudo por ti,
para te ver como antes.
Louco, não demente.
Feliz, não incoerente.
Real.
terça-feira, janeiro 10, 2006
Noites
Toco-te...
Tão fundo
que nos sinto,
a alma em gemido...
Abraço-te...
De corpos tão humidos
que nos arrepiamos,
em suspiros...
Perco-me...
Em teu torneado
e extasiante corpo,
semeando tempo...
Vejo-te...
Por entre reflexos
de lençois brancos,
dançando sob a lua...
Contemplo-te...
Os humedecidos lábios
pela lua iluminados,
per mea culpa entreabertos...
Arranco-te...
Da realidade fora
para a utopia agora,
já que o tempo pára...
Tão fundo
que nos sinto,
a alma em gemido...
Abraço-te...
De corpos tão humidos
que nos arrepiamos,
em suspiros...
Perco-me...
Em teu torneado
e extasiante corpo,
semeando tempo...
Vejo-te...
Por entre reflexos
de lençois brancos,
dançando sob a lua...
Contemplo-te...
Os humedecidos lábios
pela lua iluminados,
per mea culpa entreabertos...
Arranco-te...
Da realidade fora
para a utopia agora,
já que o tempo pára...
segunda-feira, novembro 28, 2005
Sangue de quem não matei
O sangue na minha mão,
é prova do assassino que sou.
A minha eterna solidão,
é o vermelho que alguém sangrou.
Como não matei ninguém,
como o sangue não está...
Sou livre par viver alguém,
mas alguém faltará.
Tenho síndromes e fobias,
Peter Pan, solidão e outras que tais.
Tenho presunções e manias,
pensamentos e conclusões a mais...
Quero viver cada dia,
mas morro de medo no próximo.
Temo a não magia,
acabo por não viver o máximo.
E só, só, só não quero ficar,
mas só quero estar...
O sangue já sei de quem não é,
meu é, meu é, é meu também.
A mão não é minha, não é bem...
É tua, tempo, tua mão é...
Não sei se te quero,
mas assim sinto...
O futuro é desespero,
do amor um ornamento.
Dança comigo em soalhos de paixão,
sem querer saber quando parar,
sem querer saber que dias são,
tendo todo o nada para esperar...
E tu espera, espera por mim,
enquanto imagino uma forma,
uma de nos formar assim,
juntar para além de outrora...
é prova do assassino que sou.
A minha eterna solidão,
é o vermelho que alguém sangrou.
Como não matei ninguém,
como o sangue não está...
Sou livre par viver alguém,
mas alguém faltará.
Tenho síndromes e fobias,
Peter Pan, solidão e outras que tais.
Tenho presunções e manias,
pensamentos e conclusões a mais...
Quero viver cada dia,
mas morro de medo no próximo.
Temo a não magia,
acabo por não viver o máximo.
E só, só, só não quero ficar,
mas só quero estar...
O sangue já sei de quem não é,
meu é, meu é, é meu também.
A mão não é minha, não é bem...
É tua, tempo, tua mão é...
Não sei se te quero,
mas assim sinto...
O futuro é desespero,
do amor um ornamento.
Dança comigo em soalhos de paixão,
sem querer saber quando parar,
sem querer saber que dias são,
tendo todo o nada para esperar...
E tu espera, espera por mim,
enquanto imagino uma forma,
uma de nos formar assim,
juntar para além de outrora...
domingo, novembro 27, 2005
O assassino do utopista
Quote:
end quote.
Leva-me Contigo
Olho para tudo e tudo me faz chorar
Deixas-me mudo, já não posso mais falar
Sei que estás confusa mas isso é normal
Para mim és uma musa alguem muito especial
Já não te vejo há um dia, para mim pareceu-me um mês
Já te disse o que sentia, agora é a tua vez
Deixa-me voar, quero sair daqui
Queria estar noutro lugar, queria te ter só a ti
Em ti estou seguro onde aqui não vou sair
Nem que atravesse o muro com o risco de cair
Não me largues mais, eu não te quero perder
Tens que voltar ao cais que eu sem ti não sei viver
Já senti a plenitude, não importa o que tinha feito
Eras a minha virtude, nunca foste meu defeito
Digo-te o que sinto, não pareces entender
É verdade, eu não minto, tenho mesmo que te ver
Refrão:
Leva-me contigo na palma da tua mão
Que eu já não consigo pisar mais deste chão
Leva-me p’ra longe que eu não consigo andar
Quero estar contigo, teu mundo é meu lugar
Acabaram-se as palavras que saíam de ti
Estivesses onde estavas eu sentia-te em mim
Abraça-me uma vez, e outra a seguir
Abraços, já são três, já te estou a sentir
Não te quero enganar, sentia-me tão bem
Quero-te olhar, eu sem ti não sou ninguém
Podes prender-me em ti, podes voltar a gostar
Diz-me que é que fiz, que eu tento mudar
Não suporto ver-te assim, sentes-te culpada
Ponho a culpa em mim, acho eu que foste pressionada
Tento perceber, não te sintas mal
Tenho que dizer que tudo em ti é especial
Numa pagina rasgada e arrancada pelo vento
Não penso em mais nada, nao me sais do pensamento
Estás em todo o lado, nas paredes e no mar
Não quero ficar parado, e não te quero largar
Passa a noite e o dia sem que os sinta a passar
Tudo o que eu queria era o tempo a parar
Ficava sozinho, ‘tavas a pensar de mais
Mas talvez é um caminho p’ra atingir meus ideais
Refrão:
Leva-me contigo na palma da tua mão
Que eu já não consigo pisar mais deste chão
Leva-me p’ra longe que eu não consigo andar
Quero estar contigo, teu mundo é meu lugar
Acabaram-se as palavras que saíam de ti
Estivesses onde estavas eu sentia-te em mim
Abraça-me uma vez, e outra a seguir
Abraço, já são três, já te estou a sentir
Música de D. Rosado
Utopista
Tento escrever qualquer coisa,
e só me lembro do poema de um poeta de agora...
O génio de outra mente bloqueia-me,
a minha inspiração gela e chora...
Penso em ti como alguém de futuro,
vejo-te como quem nos vê de fora.
Sei, que sou o utopista sem decoro,
e com o orgulho na mão vou embora...
e só me lembro do poema de um poeta de agora...
O génio de outra mente bloqueia-me,
a minha inspiração gela e chora...
Penso em ti como alguém de futuro,
vejo-te como quem nos vê de fora.
Sei, que sou o utopista sem decoro,
e com o orgulho na mão vou embora...
